sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pedalando para o Serviço - Acidente

Acordei e escutei o barulho da chuva. Fui verificar na sacada e constatei que a chuva estava bem forte. A roupa arrumada para ir pedalando e o receio de sair de bike com esta chuva, eram minhas dúvidas. Fui me alongar, na esperança da chuva diminuir. Após os exercícios, realmente a chuva tinha diminuído um pouco.

Peguei a bike e saí pedalando. Antes de iniciar o primeiro morro, o Morro dos Ingleses, percebi que o pneu traseiro estava murchando. Ao colocar a mão para verificar, percebi que tinha algo, como um prego, no pneu. Tirei o pneu, o prego que atravessava o mesmo, e ainda alguns fiapos de metal que estavam na parte de dentro do pneu. Constatei que estava na hora de comprar um pneu novo, o que faria mais tarde, quando retornasse do serviço para casa. Pelo menos essa era minha intenção.

Terminei a troca da câmara de ar e comecei a enchê-la. Como tinha um posto de gasolina a cerca de 200 metros, pedalei até lá para calibrar a câmara corretamente. Infelizmente, não sei o motivo, não foi possível calibrá-la no posto. Tive que enchê-la novamente, usando minha bomba. Tentaria calibrá-la num próximo posto.

Voltei a pedalar e já estava no final da descida do Morro dos Ingleses quando o acidente ocorreu. O motorista do carro simplesmente "não me viu" (e olha que estava com blusa e colete de cor laranja e este último com partes reflexivas) e cruzou a minha frente. Quando vi que a colisão seria inevitável, tentei reduzir ao máximo a velocidade e ainda tentei derrapar, para não bater de frente. Infelizmente houve a colisão, com a minha coxa esquerda sofrendo todo o impacto. Na hora, a dor foi imensa. Não cheguei a cair e nem bater a cabeça. Me sentei e o motorista ficava dizendo que não tinha me visto e me perguntando se eu estava bem. Logo em seguida parou um bombeiro que estava passando de carro pelo local e começou a verificar se eu estava bem. Contactou uma ambulância dos bombeiros e ficou ali se certificando que eu estava bem. Somente uma dor intensa na coxa, uma sensação que poderia perder os sentidos e a vista embaralhada. Era isto que eu sentia.

Quando a ambulância chegou, um médico fez alguns testes e me disse que era somente dor
muscular e que o ideal era tomar um medicamento para aliviar esta dor. Pensei em ir para casa, mas decidi ir para o pronto socorro, que não estava distante. Pedi para uma moradora da casa em frente ao acidente, para guardar a bike e fui com eles na ambulância.

No pronto socorro do Norte da Ilha, fui muito bem atendido,
apesar de, em alguns momentos, eles terem "esquecido de mim", como na hora de fazer a radiografia. Após analisar as radiografias, o médico confirmou o que já tinham dito: não havia suspeita de fratura. Tomei um medicamento para aliviar a dor, que continuava intensa, liguei para minha esposa, contei o ocorrido e pedi uma carona.

Buscamos a bike e vim para casa. Avisei um colega de trabalho do ocorrido e fiquei "de molho". A dor ainda está forte, mas, se eu ficar parado, ela "desaparece". Espero que, até amanhã, ela vá embora de vez!

Foi um baque no meu propósito de ir pedalando para o serviço, mas acredito que não será um fator decisivo para eu parar com esta atividade.

Graças a Deus foi apenas um susto grande!

Acidentei!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Bicicross - Etapa Final

A última etapa do campeonato mineiro ocorreu na pista do Mineirinho, em Belo Horizonte. Pista muito técnica e boa para se correr.

Estava em sétimo no campeonato e teria que marcar pelo menos 3 pontos para ficar em sexto. Para 'melhorar' minha situação, nas baterias de classificação para a final, fiquei junto com o líder do campeonato e o vice-líder, meu colega de equipe, conhecido como Chocolate. Teria que superar um dos dois para ir à final e conseguir marcar pontos.

Na primeira das três baterias que disputaríamos, ao disputar a primeira curva, fui fechado por um competidor e tive que abrir a trajetória o que acabou jogando para fora da pista o líder e outro concorrente. Comecei a pedalar forte, pois estava em segundo e, se conseguisse chegar em primeiro, certamente iria me classificar. Neste momento, o Chocolate, que estava em primeiro, diminuiu o ritmo, me mandou ultrapassá-lo e ficou falando para que eu acelerasse e pedalasse mais forte, para chegarmos nas duas primeiras colocações. Conseguimos! Eu em primeiro, ele em segundo e o líder em quarto.

Não prezado leitor, o Chocolate não estava fazendo jogo de equipe ou mesmo me retribuindo algum favor. Era simplesmente estratégia. Para ser campeão, ele precisava, no mínimo, ficar em segundo nesta última etapa, desde que o líder não marcasse ponto. Se nós dois classificássemos, metade do trabalho estaria pronto, com o líder ficando de fora da final.

Ao final da terceira bateria, nosso objetivo tinha sido conquistado. Nos classificamos. Entretanto, o líder não tinha percebido nossa estratégia, pois achava que ele tinha se classificado e eu tinha ficado de fora. Ao contar-lhe o resultado da primeira bateria, que ele acreditava ter sido vencida pelo Chocolate, ele compreendeu tudo e 'a ficha caiu'. Mudou instantaneamente de um semblante feliz para uma cara de choro e disparou a chorar. Me afastei dele e comecei a rir da cena ocorrida. Me sentia vingado pela estória que ele tinha inventado sobre mim na etapa de Ipatinga. Relatei o ocorrido para meu colega. Ele também riu, pois seu plano estava dando certo e tinha chances reais de ser campeão.

Nas baterias finais, o líder ficou próximo à pista, sentado e chorando. Nem observava as corridas.

Apesar de termos nos esforçado ao máximo, não conseguimos atingir nossos objetivos finais. Eu conquistei somente 2 pontos e o Chocolate não conseguiu uma boa colocação, ficando como vice campeão. Ao saber que tinha sido o campeão mineiro, o líder abriu um sorriso iluminado e estampou no seu rosto aquele ditado: "Quem ri por último, ri melhor!"

Pedalei!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Bicicross - Tombos Espetaculares

Se tem um ensinamento que um competidor de bicicross deve aprender é como saber cair. Neste esporte, os tombos são inevitáveis: um aterrisagem de um pulo de rampa mal feita, um competidor que lhe empurra, uma curva mais fechada do que o previsto, alguém caindo bem a sua frente... Motivos não faltam para que você venha tomar um tombo!

Era raro não cair pelo menos uma vez por semana. Como treinava quase que diariamente, tombos eram normais. Pelo menos nunca tomei um muito sério que viesse a me fraturar, mas sempre tinha machucados de ralamentos e também uns hematomas! :)

Em dia de competição, os tombos também participavam! :) Vi muitos, mas me lembro muito bem de duas situações inusitadas, ocorridas na mesma pista. Uma eu participei, outra aconteceu com um colega de equipe.


Na situação com meu colega, ocorreu o seguinte: tinham dois bikers disputando a primeira posição, quando, na penúltima rampa, anterior à última curva, um deles caiu. Meu colega que vinha na terceira posição, passou pela rampa e se deparou com o biker caído. Numa atitude de puro reflexo de um atleta bem treinado, conseguiu evitar o choque, puxando a bicicleta e fazendo com que ele passasse acima do ciclista caído. Acabou perdendo posições, pois não teve como fazer a curva adequadamente, mas todos que presenciaram a cena o aplaudiram.

No meu caso, foi diferente. Larguei junto com mais 4 ciclistas para a disputa de uma bateria de classificação. Estava à direita de todos. Ao passar pela primeira rampa, acabei errando, me desequilibrando e caindo para a esquerda. Pronto, após este tombo, chegarei em último, pensei na mesma hora em que me levantava. Só que, para minha surpresa, ao cair para o lado esquerdo, acabei gerando um "dominó lateral", fazendo com que todos caíssem. Peguei o mais rapidamente minha bike e tive que desentortar o guidon, alinhando-o com a roda. Dois dos atletas já tinham aberto vantagem, mas ainda consegui chegar na frente dos outros dois que estavam na bateria. Infelizmente acabei não conseguindo a classificação para a final, mas valeu o esforço para chegar em terceiro! :)


Pedalei!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pedalando para o Serviço - Lei de Murphy

"Nada é tão ruim que não possa piorar!" :) - 26a. Lei de Murphy, segundo este blog: http://opaquio.blogspot.com/2007/11/leis-de-murjphy-057-235-final.html

O dia amanheceu bonito e ótimo para pedalar. Na subida do Morro dos Ingleses, vi o sol nascendo na direção do Costão do Santinho. Neste morro, o esforço das subidas puxadas e dos quilômetros a mais pedalados no dia anterior começaram a aparecer. Mesmo assim, consegui manter um bom ritmo e cheguei com um bom tempo no serviço.

Durante a tarde as pernas estavam 'mais pesadas'. Já previa que o retorno não seria fácil, devido ao cansaço e ao sol forte. Estava certo! :) Comecei a pedalar e me veio à mente a Lei de Murphy citada anteriormente. Se o cansaço já estava complicando a pedalada, o vento contrário resolveu aparecer. E o pior, estava bem forte e com rajadas mais fortes ainda! Outro pensamento também me veio à mente, numa tentativa de incentivar-me: "É bom porque é ruim. Seria melhor se fosse pior!". :) Este escutei de um capitão do Exército, quando fiz CPOR.

Pedalava com força para tentar manter um ritmo médio e chegar em casa dentro de um tempo razoável. A custa de muito esforço e suor, eu consegui chegar num tempo não muito alto.

Para quem quiser ler um outro relato do pedal de ontem, acesse o seguinte link da turma do Floripa Bikers: http://www.floripabikers.com.br/index.php?opcao=ver_relato&id_rel=730

Pedalei!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pedalando para o Serviço - Pedal com o FloripaBikers

O dia amanheceu bonito nesta segunda. Algumas nuvens e o sol prestes a nascer. Para melhorar, tinha pouco vento, apesar de estar um pouco abafado. Fui pedalando num ritmo moderado e cheguei ao serviço num bom tempo.

Ao acessar minhas correspondências, vi um convite do grupo Floripa Bikers (FB) que me chamou a atenção: encontro num posto da SC-401 (que passo em frente na volta) às 20 hrs e saída para um pedal pelo Norte da Ilha (Ratones, Vargem Pequena e Grande, Rio Vermelho), inclusive passando pelos Ingleses. Pronto! Tava perfeito para conhecer a turma do FB e também novos caminhos.

Saí do serviço às 19:30. Teria que pedalar forte para chegar ao posto em 30 min, mas consegui. O grupo já estava arrumado e, antes de partir, por volta das 20:15, foi combinado que passaríamos por uma trilha, evitando passar por um trecho da SC-401. Muito boa idéia para todos, menos para mim, pois estava sem farol. Mesmo assim resolvi arriscar.

Após uns 30 min, chegamos na trilha. Infelizmente, era pouco pedalável. Para subirmos, tivemos que empurrar e, em alguns trechos, carregar a bike. A descida estava com muitas pedras e também pedalamos pouco. Eu aproveitei a carona do farol de uma biker e consegui chegar são e salvo no final da trilha! Dois bikers tiveram pneus furados em suas bicicletas. Aguardamos que eles os consertassem e partimos em direção ao Rio Vermelho. Inicialmente terra, logo em seguida asfalto e depois terra novamente. Nste último trecho do percurso, nós subimos bastante e, é claro, descemos muito depois. A descida, sem farol e por trechos sem iluminiação, foi bem legal, mas um pouco perigosa. Na verdade, sem farol, corri um grande risco!

Reagrupamos e fizemos uma parada estratégica num posto. Um descanso e lanche rápidos e partimos para a parte final. Já em Ingleses, me despedi da galera (tudo gente boa! :) e fui para casa. Era por volta de 22:10 e eles estavam quase no meio do caminho.

No fim das contas, foi Show de Bike! Gostei muito, principalmente de conhecer uma parte do pessoal do Floripa Biker!

Pedalei!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pedalando para o Serviço - Planeta Atlântida

Acordei e fui verificar o dia: um pouco escuro, nublado, temperatura agradável e com 'cara de chuva'. Me aprontei, alonguei e comecei a pedalar. Ao conferir se estava levando tudo, percebi que estava um pouco mais leve e dei pela falta da mochila! Roupas, agenda, pen-drive, lanche, carteira... Era 'somente' isso que estava deixando para trás :) Retornei, peguei a mochila e voltei a pedalar. Quarto dia da semana que estava indo pedalando para o serviço.

Hoje tinha uma missão especial: tirar fotos do Planeta Atlântida (show com cantores de vários gêneros musicais, durante dois dias, com muita gente presente). A foto ao lado exibe a programação dos shows e o que tem dentro da área do Planeta. A outra exibe toda infra-estrutura pronta para os shows e também as nuvens de chuva! :)

A pedalada de ida foi tranquila, chegando num bom tempo e, para minha surpresa, sem chuva.

O retorno é que tinha tudo para ser complicado. O trânsito próximo ao show prometia ser bem tumultuado, uma vez que teria muita gente motorizada (moto, carros e ônibus) indo para o Planeta Atlântida.

Já na saída do trabalho, com o sol bem forte, tive um acidente: ao passar pelo quebra-molas da portaria, a garrafinha de água caiu da bike e a roda de trás passou por cima dela :( A água ficou na rua, a garrafinha amassada e furada e a tampinha longe. Bem, teria que ir sem água, mas tudo bem. O cansaço da semana bateu e fui num ritmo de pedalada mais tranquilo. Para minha sorte, tinha um vento amigo soprando a favor, o que me ajudou bastante.

Cerca de 4 km antes do Planeta, o trânsito estava engarrafado e com o acostamento do lado da minha pista liberado para tráfego de carros e ônibus. Passei para o acostamento do outro lado e fui pedalando na contra-mão, infelizmente. Ao chegar no local do evento, parei e tirei algumas fotos.

Muitas pessoas já tinham entrado, mas tinha muito mais chegando, policiais controlando o trânsito, helicóptero patrulhando a área, muitos ambulantes vendendo bebidas e comidas. Tava um agito só! :)
Clique Aqui para ver mais algumas fotos...

Fiquei uns 5min e voltei a pedalar para chegar em casa. Graças a Deus o retorno também foi tranquilo.

Pedalei!



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pedalando para o Serviço - Cansaço e Recorde!

Cansaço! É o que estava sentindo quando comecei a pedalar. O dia estava muito bom para ir de bike para o serviço: nublado e com temperatura agradável. O futebol do dia anterior, as poucas horas de sono e a presença do 'amigo' vento contrário, desta vez bem forte em vários trechos e moderado nos outros, contribuíram para este cansaço. Tive que pedalar 'na raça' para conseguir chegar com um tempo não muito ruim no serviço.

Antes de retornar, só queria que o vento contrário da vinda se tornasse meu grande aliado na volta. E não é que ele foi um aliado mesmo!? Desde o início percebi a ajuda do vento. Animado com meu desempenho e minha média de velocidade, forcei mais ainda. O cansaço da manhã tinha sumido e deu lugar à empolgação! Acabei chegando num surpreendente 53:02, com velocidade média de 31.59 km/h!

Só não sei se este novo recorde será homologado pela FCPS (Federação Catarinense de Pedalo para o Serviço:).

Pedalei, Forte! :)