sábado, 15 de março de 2014

Treinamento Frutífero

Goiabeira carregada e cachorro
. Data : 15/03
. Percurso: Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus, Canto do Lamin, Jurerê Tradicional, Ratones, Vargem Pequena, Vargem Grande e Ingleses
. Distância: 42.3 km
. Tempo: 1:51 min

Descrição
- Treino Solo e que rendeu Frutas (apanhadas na região): goiaba, pitanga e banana;
- Após um pouco mais de uma hora de pedal, parada para degustar umas goiabas e bananas (entre Ratones e Vargem Grande).
- Presença de 4 cachorros após apanhar as goiabas e começar a degustá-las :)
- Excelente clima para se pedalar!
- Dores na 'almofada' (região abaixo dos dedos) na planta do pé esquerdo, mas não na região da operação. Estas dores acabaram por me fazer desistir de completar 2 horas.

Treinei! :)

Outro cachorro próximo e goiabeira carregada ao fundo

Bikers Cavaleiros Noturnos detonando em Singapura!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Primeiros Treinamentos

Seguindo recomendações médicas :), recomecei a pedalar de verdade, fazendo dois treinamentos de aproximadamente uma hora cada um:

1o. Treino (09/03)
. Percurso: Ingleses, Rio Vermelho, Ingleses
. Distância: 18 km
. Tempo: 1:03 min
. Em dupla, subindo o forte morro entre Rio Vermelho e Vargem Grande;
. No morro, que é uma estrada de terra, havia muitas ondulações e buracos.
. Não senti dores! :)

2o. Treino (11/03)
. Percurso: Ingleses, Costão Golf (3 voltas no morro) e Santinho (2 voltas no morro que leva para a praia do santinho).
. Distância: 18.2 km
. Tempo: 1:02:40
. Treinamento solo, buscando subir morros.
. Novamente sem sentir dores! :)

Pedalei e Treinei!

Vídeo da série "Não tente fazer sozinho" :)

terça-feira, 11 de março de 2014

Desafio Serra do Rio do Rastro - Um Relato

Biker Regis à esquerda
Se perguntarmos para cada um dos 720 participantes do 4° Desafio serra do Rio do Rastro, “como foi a prova?” Provavelmente teríamos o mesmo número de relatos singulares. Acredito que por mais ou menos treinado que um atleta/participante deste evento esteja ele nunca será igual ou terá sentido as mesmas sensações que o outro. 

Os números e resultados da linha de chegada são iguais muitas vezes, mas o grau de fadiga física e mental muda de ciclista pra ciclista. Distante de querer buscar explicações científicas sobre a performance dos demais neste evento, minha intensão com este relato é passar um pouco das minhas observações para que sirva talvez de incentivo para futuros atletas, sejam eles amadores (meu caso) ou profissionais. 

Alinhados na largada
O ciclismo amador têm mudado minha vida de maneira significativa: participo de provas amadoras de MTB Marathon há menos de 1 ano e esta foi minha 6° participação. O grau de nervosismo e ansiedade diminuiu a cada prova que fiz, é como se você fosse se acostumando com aquela multidão na largada, muitos  extremamente bem equipados com equipes e equipamentos de ponta e outros que estão sempre estreando seu desafio pessoal. 

Assim que eu e o Germano Ferrari, amigo e companheiro de pedal, chegamos em Lauro Muller vimos que não teríamos tempo suficiente de deixar o carro no alto da serra para nos locomovermos de volta até a cidade, alí percebemos que a volta poderia ser ruim, e foi. Mas vamos falar da prova inicialmente. O evento foi no geral, organizado mas com algumas falhas. 

Começando pelas camisetas de ciclismo prometidas e não entregues a tempo aos inscritos, a estrutura no momento da chegada se comparada aos outros eventos locais poderia ser melhor, sugestão para o próximo anos. Não vi nenhum tipo de incidente que comprometesse a segurança das pessoas envolvidas. Parabéns pra organização da prova por deixar o trânsito praticamente restrito aos ciclistas, muitos turistas que passavam pela serra talvez possam ter se incomodado de esperar, mas é para o bem do esporte e consequentemente um incentivo à saúde da população na minha opinião. Se bem que no dia da prova poucos poderiam desfrutar das belas imagens da serra, pois em Lauro Muller a chuva com trovoadas e neblina na altitude iniciou próximo das 14hrs e só deu uma trégua no momento da largada (feminino 15:30, MTB 5min após e speed após 15min). 

Início da Prova
Minutos antes da largada um estouro do pneu da bike de algum incauto chamou a atenção. Estava me sentindo tranquilo, conversando com o colega que estava junto na futura empreitada de subir até os 1400m de altitude dentro de 24 km de distância. A grande maioria das bikes, mesmo na categoria MTB estavam com pneus slick (liso) e isso deve fazer uma diferença grande, não posso falar pois estávamos despreparados nesse quesito para o evento pois tanto a minha bike como a do amigo Germano possuía pneu normal pra MTB. 

Não sabíamos o que iríamos encontrar na prática, apenas na teoria, pois li um relato do amigo ciclista e blogger Audálio, que me preveniu sobre o frio e os últimos 4km da prova que segundo o próprio, “cada km equivale a 4km”.  Assim que largamos nos deparamos com subidas leves, pequenas descidas e novamente subidas longas e não muito íngremes. Detalhe para a comunidade local participando, fotografando e incentivando quem passava por ali. 

Subindo a Serra
Fui pedalando em um ritmo confortável sem querer acompanhar pelotão ou disparar na frente de alguém, a verdade e que acompanhei meu amigo até a metade da prova com uma média de 19km/h e sem muito desgaste, pois meu receio era de faltar energia pro final. Quando as curvas começaram a ganhar inclinação (km 16) e após a passagem do pessoal das “speed” por mim é que a prova realmente começou. Todos em volta pedalando forte, a chuva retornou com força, atletas ofegantes, outros parando, pneu furado e apesar da chuva e frio que fazia, o clima da competição era quente. 

Competidores de Bike Tandem - Piloto e Deficiente Visual
Dois momentos que me marcaram emocionalmente na prova foi quando um ciclista portador de necessidades especiais da categoria tandem (acredito que deficiente visual e que pedalava em dupla), percebendo minha respiração ofegante largou palavras de apoio como “não para, não para”. Outro momento foi quando no auge do meu desgaste físico o tempo deu uma abertura expondo parcialmente a serra, o cânion e o paredão que estava pela frente. Me senti pequeno diante daquele cenário mas ao mesmo tempo aquilo tudo me deu uma energia que foi convertida em pedaladas no mesmo momento. 


Paredão à frente
Dificilmente o tempo irá apagar esse fato, realmente compreendi porque estava “sofrendo” numa uma prova tão dura como essa. Depois dessa abertura breve, voltou a chover forte, água escorrendo pelo asfalto o que não atrapalhava muito nem se tornara demasiado frio. 

O último km da prova é quase horizontal comparado com o restante e senti um grande alívio quando ouvi o locutor de prova falando no microfone, a sensação de prazer na chegada é única (demorei 1h e 53min para concluir). Recebi medalha de participação, tentei encontrar alguém conhecido em meio a neblina e frio e sorte que eu havia carregado um agasalho que amarrei na cintura até lá. Todo ensopado mas feliz, encontrei meus amigos e ali começou outro sofrimento, este desnecessário. 

Fim de prova!
O frio continuou e nosso carro estava lá em baixo. Um amigo de meus amigos que conheci no dia da prova retornou de carona até Lauro Muller e nos resgatou após uma duas hrs no transito reprimido pela prova gerando uma lentidão para descer. Conseguimos esperar tomando uma cafezinho após os estabelecimentos esvaziarem e com pouco menos frio aguardamos nossa carona. 

Próximo das 21hrs estávamos em Lauro Muller, todos satisfeitos pela proeza. Espero repetir a dose ano que vem só que sem chuva e frio, recomendo à todos a experiência, pois na minha opinião “sofrer em grupo é até divertido”. 

Abraço!! 

Régis Luciano Rocha Santos

sábado, 8 de março de 2014

Recomeço!

Foi numa sexta feira, no dia 7 de março, que, após vários meses, retornei ao prazer de pedalar! :)

Na quarta feira, dia 5, em consulta com o médico que me operou, recebi recomendações médicas para que voltasse a pedalar, para fortalecer a panturrilha. Recomendação que recebi com grande felicidade! :)

Tá certo que não foi aquela pedalada, mas sim um passeio de aproximadamente 4 km, onde fui e voltei à uma agência bancária pedalando a bike de um colega de trabalho. O vento no rosto e o sol do meio dia foram meus companheiros nesta deliciosa pedalada, onde não senti qualquer tipo de dor.

Retornei!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Retorno às "Pedaladas"!

Esta semana retornei às "Pedaladas"!

No dia que completei 3 meses de rompimento do tendão de Aquiles da perna esquerda, voltei a "Pedalar"! Foram 4 km em 15 min, com uma média de 16 km/h! :)

Achou a distância e a velocidade baixa? Eu também!

Mas reparou nas aspas quando falei que voltei a "Pedalar"? A explicação é simples: não foi sentindo a brisa batendo no rosto, a alegria de ver os mesmos lugares de forma diferente se deslocando sobre uma magrela, não teve o sentimento de liberdade e tudo mais de bom que compreende subir numa bike e pedalar (sem aspas).

Visando fortalecer o tendão, como um exercício de fisioterapia, "pedalei" numa bicicleta ergométrica horizontal, utilizando outros tipos de músculos em relação ao que uso quando pedalo minha bike.

Gostei muito! Sinal de que, espero que num futuro próximo, venha pedalar de verdade! :)

No dia seguinte, nova "pedalada", um pouco mais rápida, pois foram 4.9 km em 15 min, numa média de quase 20 km/h! :)

"Pedalei"!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

BH - Trilhas com o Bike-BH

O Bike-BH é um excelente grupo de bikers que curtem pedalar por trilhas, especialmente aquelas onde somente passa um bike por vez (single track), nas regiões e cidades próximas à BH. Às vezes também fazem passeios para outras cidades mais longes, estados, países e até continentes!


Registro bem legal de vários integrantes do Grupo Bike-BH feito em 2013

Normalmente o combinado era aos sábados ou domingos, estar até 7 hrs da manhã, no local de partida (normalmente uma cidade próxima), para pedalarmos por trilhas já conhecidas. 

O grupo era bem variado: tinha novos e experientes, alguns com bastante grana, outros ainda batalhando, maioria era homem, mas existiam vários pontos em comum: alegria, disposição, companheirismo, vontade de pedalar e curtir a natureza.

Pedalando pelas Serras de Minas
Tinha um biker que costumava me dizer: "Biker, você está pedalando onde nenhum Biker pedalou anteriormente" (só que ao invés de Biker, usava meu nome real, que é bem diferente, e certamente nenhum outro xará teria pedalado por lá anteriormente :).

Apesar de ser um dos mais novos e com bastante fôlego, mas sem muita técnica, além de uma bike bem pesada, tinha que me esforçar bastante para conseguir acompanhá-los. Conheci muitas trilhas legais, serras maravilhosas, cachoeiras, visuais lindíssimos. Tudo isso pedalando!

Em uma das trilhas mais legais que fiz com eles, tive um problema com a bike e quase um acidente por causa deste problema.


Banhos em cachoeiras eram frequentes
Nesse dia fomos trilhar próximo à uma cidade um pouco mais distante de BH. Era uma trilha nova para mim, apesar de ser bem conhecida pelos experientes do Grupo. Estava conseguindo acompanhá-los bem, até que os passadores de marchas estragaram. Optei por deixar a corrente somente na coroa e na catraca do meio. Infelizmente, nos locais onde a subida era muito forte, ficava quase impossível subir pedalando. Aí eu descia da bike e subia empurrando-a e andando rápido ou correndo na medida do possível. A galera me aguardava no alto dos morros para prosseguirmos.

Como estava sempre ficando para trás, numa descida forte, ao tentar tirar a diferença aumentando a velocidade, calculei mal uma curva com terreno escorregadio. A bike derrapou e cheguei a sair no meio da curva, quase despencando num barranco. Levantei, removi um pouco do barro que estava em mim e na bike e comecei a empurrá-la, pois do outro lado da curva era um subidão. Atrasei tanto que um biker voltou, vindo me procurar. Contei para ele o motivo e depois para o grupo. Decidiram não me deixar mais para trás, até terminarmos a pedalada. :)

Ficaram ótimas lembranças de vários pedais e até hoje participo do Grupo Bike-BH, infelizmente agora só de forma virtual, lendo as mensagens e admirando as fotos, pois estou bem longe desta galera animada!

Pedalei!
Alguns integrantes junto com um cão trilheiro

Alguns fazem pedais internacionais, como este pedalando pelos Andes

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

BH - Fui na excursão por causa da bike

Aproveitando a parada forçada, em função da recuperação após a cirurgia, resolvi voltar a escrever minhas memórias ciclísticas, continuando com os casos das pedaladas em BH.

Espero que curtam! :)


Quando eu estava cursando o 2o ano de Informática no CEFET-MG, o coordenador conseguiu 2 excursões para o estado de São Paulo, onde as turmas do 2o e do 3o ano poderiam participar: metade de cada turma iria na primeira viagem para Sumaré-SP, visitar a fábrica da IBM e a outra metade das turmas participaria de uma Feira de Informática na capital em São Paulo.

Fui sorteado para a primeira viagem. Foi muito legal e tinha gostado muito! Só que, a segunda viagem estava prestes a ser realizada e estava com muita vontade de ir também, principalmente porque alguns alunos do 3o ano estavam em vias de desistir, pois teriam uma prova bem difícil no dia seguinte à chegada da excursão. Além disto, meus amigos mais próximos iriam nesta viagem. Tentei conseguir alguma vaga, mas não tive sucesso. O jeito foi me conformar.


Turma da Excursão à IBM


Estava estudando e escutando rádio e me lembro de ter olhado para o relógio quando marcava 21 hrs, horário da saída da excursão. Cinco minutos depois, toca o telefone: uma amiga, de um orelhão próximo onde o ônibus que levaria os alunos estava parado, me perguntou se eu ainda queria ir, pois tinha aparecido uma vaga, mas precisaria estar lá em 15 minutos, pois o ônibus já estava de partida. Perguntei se não podia ser ao menos 20 min e ela disse que não, pois o coordenador tinha falado 15 min. Fui da felicidade total ao completo desânimo. Quase consegui viajar. E logo quando já estava conformado em não ir, a esperança renasceu, mas morreu instantaneamente. :(

Três minutos depois ela me ligou novamente: o coordenador autorizou 20 min, mas nenhum à mais!

Parei o que estava fazendo, peguei uma mochila, joguei uma muda de roupa e uma blusa, um pouco de grana, carteira de identidade, escova e pasta de dente e liguei para minha tia que morava próxima do CEFET, onde pretendia deixar a bike. Disse-me que poderia passar por lá e deixar a bike. Deixei um bilhete para os meus pais, peguei a bike e saí pedalando à toda! Normalmente, quando pedalava forte, levava cerca de 20 min para chegar. Neste dia me superei e levei cerca de 15 min para chegar à casa da minha tia, onde deixei a bike. Saí correndo e gastei uns 3 min para chegar ao local, cansado e suando :), 22 min após minha colega ter ligado.

Ainda bem que o ônibus estava por lá e conseguir viajar numa das melhores excursões de colégio que já participei, graças à bike! Provavelmente, nem de carro chegaria tão rápido!


Amigos da excursão à São Paulo - Capital


Pedalei!