sábado, 30 de janeiro de 2010

Pedalando para o Serviço - Primeira após o Acidente e Bicicletada

(Relato referente à sexta-feira, 29/Jan/2010)

O dia estava nublado, com 'jeito de chuva' e sem ventos: ótimas condições para pedalar, ainda mais com a bike 'novinha' depois da revisão. Meu receio era saber se minha coxa esquerda suportaria o desafio dos 28 km a serem pedalados.

Comecei num bom ritmo e, na primeira subida, percebi que não seria muito bom pedalar forte, pois poderia doer um pouco. Mesmo assim, continuei pedalando bem e cheguei ao serviço com um tempo abaixo da minha média. O desafio da ida tinha sido vencido!

Na volta mudei minha programação: ao invés de ir direto para casa, resolvi ir conhecer o pessoal da Bicicletada que ocorre toda última sexta-feira de cada mês. Não tinha muita gente, mas quem estava lá fez barulho por muitos! :) A bicicletada defende o direito de pedalarmos pelas ruas, numa convivência que deveria ser pacífica e respeitosa entre todos os usuários das vias públicas (pedestres, ciclistas, motos, carros, ônibus e caminhões).

Decidimos ir até às obras do Trevo da Seta, para registrar o caos que se formou por lá e também a falta de opção para os pedestres e ciclistas passarem por aquele trecho.

No retorno, pedalei um pouco mais forte, pois ainda teria que chegar aos Ingleses. Já estava escurecendo e pedalei no escuro por uns 20 km, infelizmente, sem meu farol, pois não tinha previsto este retorno tardio. Para 'melhorar', tinha um vento contrário bem forte, durante boa parte do percurso e ainda tive algumas câimbras na perna esquerda, me fazendo parar um pouco para me recuperar.

Acabei chegando por volta das 21:20, mais tarde do que esperava, mas feliz por ter conseguido ir pedalando para o serviço e, principalmente, por conhecer uma turma bem legal!

Pedalei!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Bike pós Revisão

Hoje fui buscar a magrela. Desde terça feira estava na revisão. Voltou linda e boa de se pedalar! Limpinha, com pneu traseiro novo e toda lubrificada.


Amanhã pretendo ir pedalando para o serviço com ela.

Após se passar uma semana do acidente, já sinto que estou em condições de ir pedalando novamente. Agora, com cuidados redobrados! :)

Pedalei!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

BH - Bike como Meio de Transporte

Pouco tempo após ingressar no CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais), nossa família se mudou de Betim para Belo Horizonte (BH).

Se antes utilizava a bike para competir e um pouco como meio de transporte, passei a usá-la quase que exclusivamente da segunda forma, até descobrir as trilhas! :)

Utilizava a bicicleta para ir pedalando para o serviço, para a casa de amigos, para o CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), para o CEFET, fazer compras, ir a clubes... Enfim "mil e uma utilidades". :)

No início usava muito a bicicleta de bicicross, depois uma Barraforte Circular vermelha e uma Mountain Bike genérica, até comprar a minha bike KHS, estrela atual das minhas pedaladas! Muitas vezes, em virtude do trânsito que naquela época, anos 90, já era complicado, conseguia chegar nos lugares desejados mais rápido do que se fosse de carro e muito mais rápido do que de ônibus.

Pode-se dizer que meu 'batismo nas trilhas' aconteceu quando já morava em BH, o que relatarei posteriormente, junto com algumas aventuras ao lado de meus irmãos e primo e um grupo que cheguei a conhecer e até hoje acompanho, de longe, suas atividades: Bike-BH.

Aos poucos contarei várias histórias deste período que morei em BH.

Pedalei!


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Recarregando as Baterias

Hoje eu já pedalei um pouco (primeiro pedalo após o acidente), levando a bike para fazer uma revisão geral, aqui no bairro mesmo. Fui num ritmo tranquilo, sem forçar muito, para evitar que a coxa esquerda viesse a voltar a doer com muita intensidade.

Deixei a bike para uma revisão e foi levantada, pelo cara da oficina, a possibilidade de ter algumas rachaduras no quadro, provavelmente em virtude da colisão de sexta.

A previsão de entrega da "magrela" é para quinta-feira. Se tudo der certo, sexta-feira já vou pedalando para o serviço, com a bike "zerada" :). Enquanto isso, recarrego minhas baterias!

Descansei!

Bicicross - Capítulo Final

Após a última etapa, me veio à mente as lembranças da Etapa de Contagem, onde, à pedido de um competidor e da mãe dele, fomos à comissão organizadora solicitar a alteração no resultado da etapa, pois, na verdade, minha posição correta era a quarta colocação e a do competidor a terceira. Devido a um erro de anotação, eles tinham invertido nossas posições.

Para completar, eu fiquei em sétimo lugar geral e somente os 6 primeiros colocados iriam para a disputa do Campeonato Brasileiro, que ocorreria em dezembro no Rio Grande do Sul. Ah! Uma pedalada para quem adivinhar quem ficou na sexta colocação? :) Pois, se pensaram no competidor da etapa de Contagem, vocês acertaram.

Bem, se soubesse que aquela alteração de posição iria acarretar nesta perda de oportunidade para disputar o campeonato brasileiro, certamente eu... teria tomado a mesma atitude daquele dia: iria solicitar a troca, pois era o correto a ser feito.

Como recompensa, além da satisfação de ter corrigido um erro, pude intensificar meus estudos para a prova de admissão do curso de Informática Industrial do CEFET-MG, o que me fez ser aprovado e realizado um sonho meu. Se tivesse classificado para a disputa do brasileiro de bicicross, certamente não teria estudado o necessário para poder passar nesta prova.

Após a última prova do mineiro de bicicross, parei de competir, principalmente porque os estudos não me deixavam tempo para treinamentos.

Foi uma fase muito boa da minha vida. Conheci muita gente legal, várias cidades, ganhei competições. Enfim, valeu à pena!

Ah! Nesta foto ao lado eu sou o biker mais à esquerda e os outros dois são meus irmãos. Estes eram nossos uniformes e bikes!

Pedalei!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pedalando para o Serviço - Acidente

Acordei e escutei o barulho da chuva. Fui verificar na sacada e constatei que a chuva estava bem forte. A roupa arrumada para ir pedalando e o receio de sair de bike com esta chuva, eram minhas dúvidas. Fui me alongar, na esperança da chuva diminuir. Após os exercícios, realmente a chuva tinha diminuído um pouco.

Peguei a bike e saí pedalando. Antes de iniciar o primeiro morro, o Morro dos Ingleses, percebi que o pneu traseiro estava murchando. Ao colocar a mão para verificar, percebi que tinha algo, como um prego, no pneu. Tirei o pneu, o prego que atravessava o mesmo, e ainda alguns fiapos de metal que estavam na parte de dentro do pneu. Constatei que estava na hora de comprar um pneu novo, o que faria mais tarde, quando retornasse do serviço para casa. Pelo menos essa era minha intenção.

Terminei a troca da câmara de ar e comecei a enchê-la. Como tinha um posto de gasolina a cerca de 200 metros, pedalei até lá para calibrar a câmara corretamente. Infelizmente, não sei o motivo, não foi possível calibrá-la no posto. Tive que enchê-la novamente, usando minha bomba. Tentaria calibrá-la num próximo posto.

Voltei a pedalar e já estava no final da descida do Morro dos Ingleses quando o acidente ocorreu. O motorista do carro simplesmente "não me viu" (e olha que estava com blusa e colete de cor laranja e este último com partes reflexivas) e cruzou a minha frente. Quando vi que a colisão seria inevitável, tentei reduzir ao máximo a velocidade e ainda tentei derrapar, para não bater de frente. Infelizmente houve a colisão, com a minha coxa esquerda sofrendo todo o impacto. Na hora, a dor foi imensa. Não cheguei a cair e nem bater a cabeça. Me sentei e o motorista ficava dizendo que não tinha me visto e me perguntando se eu estava bem. Logo em seguida parou um bombeiro que estava passando de carro pelo local e começou a verificar se eu estava bem. Contactou uma ambulância dos bombeiros e ficou ali se certificando que eu estava bem. Somente uma dor intensa na coxa, uma sensação que poderia perder os sentidos e a vista embaralhada. Era isto que eu sentia.

Quando a ambulância chegou, um médico fez alguns testes e me disse que era somente dor
muscular e que o ideal era tomar um medicamento para aliviar esta dor. Pensei em ir para casa, mas decidi ir para o pronto socorro, que não estava distante. Pedi para uma moradora da casa em frente ao acidente, para guardar a bike e fui com eles na ambulância.

No pronto socorro do Norte da Ilha, fui muito bem atendido,
apesar de, em alguns momentos, eles terem "esquecido de mim", como na hora de fazer a radiografia. Após analisar as radiografias, o médico confirmou o que já tinham dito: não havia suspeita de fratura. Tomei um medicamento para aliviar a dor, que continuava intensa, liguei para minha esposa, contei o ocorrido e pedi uma carona.

Buscamos a bike e vim para casa. Avisei um colega de trabalho do ocorrido e fiquei "de molho". A dor ainda está forte, mas, se eu ficar parado, ela "desaparece". Espero que, até amanhã, ela vá embora de vez!

Foi um baque no meu propósito de ir pedalando para o serviço, mas acredito que não será um fator decisivo para eu parar com esta atividade.

Graças a Deus foi apenas um susto grande!

Acidentei!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Bicicross - Etapa Final

A última etapa do campeonato mineiro ocorreu na pista do Mineirinho, em Belo Horizonte. Pista muito técnica e boa para se correr.

Estava em sétimo no campeonato e teria que marcar pelo menos 3 pontos para ficar em sexto. Para 'melhorar' minha situação, nas baterias de classificação para a final, fiquei junto com o líder do campeonato e o vice-líder, meu colega de equipe, conhecido como Chocolate. Teria que superar um dos dois para ir à final e conseguir marcar pontos.

Na primeira das três baterias que disputaríamos, ao disputar a primeira curva, fui fechado por um competidor e tive que abrir a trajetória o que acabou jogando para fora da pista o líder e outro concorrente. Comecei a pedalar forte, pois estava em segundo e, se conseguisse chegar em primeiro, certamente iria me classificar. Neste momento, o Chocolate, que estava em primeiro, diminuiu o ritmo, me mandou ultrapassá-lo e ficou falando para que eu acelerasse e pedalasse mais forte, para chegarmos nas duas primeiras colocações. Conseguimos! Eu em primeiro, ele em segundo e o líder em quarto.

Não prezado leitor, o Chocolate não estava fazendo jogo de equipe ou mesmo me retribuindo algum favor. Era simplesmente estratégia. Para ser campeão, ele precisava, no mínimo, ficar em segundo nesta última etapa, desde que o líder não marcasse ponto. Se nós dois classificássemos, metade do trabalho estaria pronto, com o líder ficando de fora da final.

Ao final da terceira bateria, nosso objetivo tinha sido conquistado. Nos classificamos. Entretanto, o líder não tinha percebido nossa estratégia, pois achava que ele tinha se classificado e eu tinha ficado de fora. Ao contar-lhe o resultado da primeira bateria, que ele acreditava ter sido vencida pelo Chocolate, ele compreendeu tudo e 'a ficha caiu'. Mudou instantaneamente de um semblante feliz para uma cara de choro e disparou a chorar. Me afastei dele e comecei a rir da cena ocorrida. Me sentia vingado pela estória que ele tinha inventado sobre mim na etapa de Ipatinga. Relatei o ocorrido para meu colega. Ele também riu, pois seu plano estava dando certo e tinha chances reais de ser campeão.

Nas baterias finais, o líder ficou próximo à pista, sentado e chorando. Nem observava as corridas.

Apesar de termos nos esforçado ao máximo, não conseguimos atingir nossos objetivos finais. Eu conquistei somente 2 pontos e o Chocolate não conseguiu uma boa colocação, ficando como vice campeão. Ao saber que tinha sido o campeão mineiro, o líder abriu um sorriso iluminado e estampou no seu rosto aquele ditado: "Quem ri por último, ri melhor!"

Pedalei!